Crescimento em Valor, Queda em Operações

O Brasil alcançou um total de US$ 49,2 bilhões (R$ 268,6 bilhões) em fusões e aquisições (M&As) no terceiro trimestre de 2026. Segundo um estudo da Aon, essa cifra representa um crescimento impressionante de 31% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, ao mesmo tempo, o número de transações caiu drasticamente em 31,15%, indicando uma tendência de concentração em operações de maior valor.

No total, foram registradas 968 transações durante o trimestre, evidenciando uma seleção mais rigorosa por parte dos investidores. André Nogueira, líder em soluções de M&As na Aon, ressalta que "o mercado se tornou mais seletivo, priorizando a qualidade dos ativos e a capacidade de concluir negócios". Essa mudança de comportamento pode ser um reflexo das incertezas econômicas que permeiam o cenário brasileiro.

Setores em Destaque

O setor tradicional de M&As foi responsável por 518 transações, totalizando US$ 28,26 bilhões (R$ 154,3 bilhões). Já o segmento de private equity teve 62 operações, somando US$ 10,89 bilhões (R$ 59,4 bilhões). O levantamento ainda identificou 223 negócios de aquisição de ativos, com valor de US$ 8,14 bilhões (R$ 44,4 bilhões), além de 167 contratos no mercado de capital de risco, que alcançou US$ 1,89 bilhão (R$ 10,3 bilhões).

O setor de internet, software e serviços de tecnologia liderou em número de operações, totalizando 161 transações, embora tenha sofrido uma queda de 39% em relação ao ano anterior. O mercado imobiliário também se destacou, com 147 transações, apresentando uma estabilidade quase nula, com uma leve queda de 1%.

Principais Negociações

Entre as principais transações do trimestre, destacam-se as operações entre a Afya e a Nexa Resources, avaliadas em conjunto em aproximadamente US$ 2,65 bilhões (R$ 14,5 bilhões), e a aquisição de ativos da cadeia de alumínio no Brasil pela australiana South32, por cerca de US$ 1,16 bilhão (R$ 6,3 bilhões).

Brasil no Contexto Latino-Americano

A pesquisa da Aon ainda destaca que o Brasil permanece como o país líder em valor agregado no contexto das M&As na América Latina, representando 61% do capital total movimentado na região. Embora o total de operações na América Latina tenha caído em 26% em comparação ao ano anterior, o montante movimentado chegou a US$ 78,8 bilhões (R$ 430,2 bilhões).

Por que isso importa

Essas mudanças no setor de M&As refletem uma adaptação do mercado a um cenário econômico volátil, onde investidores estão se tornando mais criteriosos em suas escolhas. O aumento do valor das operações, mesmo com a queda no número de transações, pode indicar uma busca por ativos de maior qualidade, reforçando a necessidade de diligência e análise criteriosa. Para os empreendedores, entender essa dinâmica é crucial para alinhar suas estratégias de negócios e captação de recursos.

O que vem a seguir

Para 2027, a Aon prevê uma recuperação gradual no número de transações na região. Essa expectativa está atrelada a fatores como o custo do capital, a previsibilidade nas regras econômicas e comerciais, além da necessidade de alinhar as expectativas de preço entre compradores e vendedores. Com esses elementos, o mercado de M&As pode se movimentar de maneira mais fluida, possibilitando novas oportunidades de negócios e crescimento para empresas de diferentes setores.

Quais foram os principais setores de M&As no Brasil em 2026?

Os principais setores foram internet, software e serviços de tecnologia, além do mercado imobiliário.

Qual foi o valor total das operações de M&As no Brasil?

O Brasil alcançou US$ 49,2 bilhões em fusões e aquisições no terceiro trimestre de 2026.

Como está o panorama de M&As na América Latina?

O Brasil lidera em valor de M&As, representando 61% do total movimentado na região, que viu uma queda de 26% no número de operações.

O Brasil alcançou um total de US$ 49,2 bilhões (R$ 268,6 bilhões) em fusões e aquisições (M&As) no terceiro trimestre de 2026. Segundo um estudo da Aon, essa cifra representa um crescimento impressionante de 31% em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, ao mesmo tempo, o número de transações caiu drasticamente em 31,15%, indicando uma tendência de concentração em operações de maior valor. No contexto brasileiro, fusões e aquisições permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável.

O Brasil registrou um aumento de 31% no valor de fusões e aquisições no terceiro trimestre de 2026, apesar da queda de 31,15% no número de transações, segundo a Aon. O cenário reflete uma seletividade maior no mercado, priorizando operações de maior valor. No contexto brasileiro, fusões e aquisições permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem acompanha o tema no país, sem copiar o texto original fonte. Segundo o que já foi publicado, o leitor encontra aqui o essencial para se posicionar com informação verificável. No contexto brasileiro, fusões e aquisições permanece no centro da cobertura. Os fatos já relatados nesta reportagem ajudam a entender o impacto imediato, os atores envolvidos e o que pode mudar nos próximos dias. A redação prioriza precisão, números quando disponíveis e o desdobramento prático para quem

No Brasil, Mercado entram nesta cobertura.